Pizza com massa artesanal

Essa receita para mim é a receita definitiva de pizza. Aprendi através de um tio de um amigo que, por sua vez, aparentemente aprendeu com um pizzaiolo de uma tradicional pizzaria de São Paulo.

Vamos aos ingredientes:

Massa:
10g de sal
20g fermento
40ml azeite
560ml água
1kg de farinha

Molho:
8 tomates do tipo italiano

Cobertura a gosto

Rendimento: 4 discos

Comece misturando o sal com o fermento, o azeite e a água (se estiver morna, a massa cresce mais rápido). Junte também a farinha aos poucos e mexa bem. Quando atingir uma consistência de massa, sove bem por cerca de 5 a 10 min e vá acrescentando um pouco de farinha para que a massa não fique grudenta.

Faça uma bola e deixe descansar por 2h coberta com plástico e depois divida em outras bolas (de 420g cada para o forno a lenha ou 300g cada para um forno pequeno).

Neste momento, faça o molho. Bata os tomates com casca no liquidificador até que fique bem líquido. Coloque o molho ainda fresco em um pote com boca larga e deixe descansar pelo mesmo tempo da massa na geladeira.Cada bola serve exatamente para um disco. Após aberta, pegue com uma concha a parte de cima do molho (note que neste momento o molho separou da água que foi para o fundo do pote e não será utilizada) e espalhe sem excesso no disco. Recheie e coloque para assar.

Tempo de preparo:
Forno a lenha – no máximo 2min
Forno a gás – 2,30min
Forno convencional – a receita só fica boa se você pré-aquecer por ao menos 1h com uma pedra dentro, preferencialmente de mármore ou granito, e colocar o disco diretamente sobre ela. Neste caso, leva no máximo 5min.

Algumas dicas: Para uma pizza de mussarela com uma apresentação impecável, coloque primeiro a mussarela ralada sobre o disco e somente depois um pouco do molho por cima. Isso dá o aspecto de pizza artesanal feita nas mais tradicionais pizzarias.

Uma outra dica muito boa é fazer a massa e após a primeira sovada já colocar embrulhada em um filme plástico na geladeira, deixando descansar por cerca de 6h. Isso corta um pouco do gosto de fermento. Antes de preparar, deixe a massa descansar fora da geladeira por mais 4h para que ela volte naturalmente a temperatura ambiente e cresça antes do preparo. Siga conforme a receita, separando em 4 bolas e deixe descansar por mais 2h antes de abrir.

Drink de melão e rosas

O drink surgiu em uma dessas noites de verão bem quente. Eu havia comprado alguns net melons (melão galês) no mercado e procurava algo para fazer um drink com eles. Fuçando no bar da casa da minha namorada encontrei um licor de rosas e achei aquilo muito peculiar. Tinha um gosto doce e muito diferente do que eu estava acostumado, resolvi juntar ao melão e a mistura ficou excelente!

Ingredientes:

1/2 net melon (melão galês)

3 doses de licor de rosas

1 limão

gelo

Rendimento: 2 copos altos

Bata no liquidificador 1/2 net melon com aproximadamente 3 doses de licor de rosas. Junte o suco de 1 limão inteiro e muito gelo.

A idéia é fazer uma espécie de frozen, para você ir mexendo enquanto bebe. Uma coisa interessante é colocar um pouco de licor de rosas depois de ter servido o drink no copo. Da uma tonalidade arroxeada para o drink que fica ainda mais docinho. É possível ainda incrementar a receita com algumas folhas de hortelâ.

Quanto ao peculiar licor de rosas, ele é típico de Goiânia e difícil de encontrar. Se preferir pode substituí-lo por licores caseiros frutados, como o de figo ou de jabuticaba.

Pra quem não sabe o que é um net melon, é este melão verde que parece envolto em uma redinha aí em cima.

A Lapinha, um bar lapeano na V. Romana

Um tradicionalíssimo bar que dispensa apresentações, A Lapinha merece destaque pelas suas excelentes porções.

Para quem está acostumado a pedir uma rotineira porção de fritas, o botequim surge com uma opção mais sofisticada, o “OK! Você venceu!”. Pelo habitual preço de uma porção de fritas, servem um prato com tiras de batata que são assadas e posteriormente fritas, preservando sua cremosidade por dentro e as deixando crocantes e sequinhas por fora. Para acompanhas, o prato vem com um ótimo molho de queijo bem caseiro.

Já aqueles que gostam de um bom escondidinho, dentre as muitas variedades do cardapio, o destaque fica para o escondidinho de costela, que consiste em uma suculenta costela desfiada e cozida em um delicioso molho (que poderia levar um pouco mais de sal), escondida no purê de aipim. Vale a dica, prato vem BEM quente e queima a língua dos desavisados.

Para os dias de frio que pedem um bom caldinho, fica a sugestão pelo famoso Carioquinha, um caldinho de feijão preto bem temperado que acompanha salsa e torresmo.

Para o happy hour, o bar ainda serve porções de carne fatiada e se você não quiser gastar muito com uma picanha, a Ninfeta, 500g de maminha fatiada com uma cebola assada inteira no centro, é uma ótima pedida pela bagatela de R$28,00.

Como todo bar, A Lapinha conta com alguns acepipes de balcão. Anchovas e alguns queijos ficam lado a lado com um excelente patê acridoce de provolone com tomate seco que é simplesmente viciante.

Ficou com água na boca? Não tem problema, o bar serve chopp brahma cremoso e bem tirado para você saborear cada uma de suas porções! A oferta etílica conta ainda com caipirinhas diferentes, como a Totó, de tangerina e limão cravo.

A novidade, no entanto, fica para o almoço aos sábados, quando o bar serve feijoada completa por apenas R$29,50. Para as crianças de até 10 anos, uma feijoadinha menor é servida por R$15,00.

A Lapinha fica na Rua Coriolano, 336, na Vila Romana, próximo à Praça Cornélia. Fica aberto a partir do meio dia, mas as saideras são servidas por volta da 00h15 em virtude do psiu.

O site www.alapinha.com.br deixa muito a desejar mas é sempre atualizado com promoções e etc.

Batata chips de primeira!

Sequinha e crocante!

Ai vão algumas dicas para deixar a sua batata chips mais sequinha e saborosa.

Não descasque as batatas, certifique-se apenas de lavá-las bem para não haverem resquícios de terra. Pode dar trabalho, mas vale a pena.

Como a batata é chips, fatie círculos bem finos (de preferência com um fatiador) e frite em óleo bem quente até dourar.

Para deixar a batata bem seca, use uma daquelas bandejas de salgadinho, feitas de papelão, elas absorvem muito mais a gordura e deixam a batata muito mais crocante.

Agora, o toque final. Para temperar, em um pote misture o sal com um pouco de raspas de limão (use um ralador próprio para tirar as raspas da casca). Isso deixa o sal com um sabor diferente e combina perfeitamente com a batata.

Agora é só abrir uma cervejinha e apreciar a sua batata chips!

Costela para cortar com o garfo

É isso mesmo! Na costelaria Império da Costela você pode até usar o garfo para cortar!

O restaurante fica em Osasco, na Rua Machado de Assis, 327 – Bela Vista, logo atrás da prefeitura. Tem estacionamento com manobrista gratuito e um amplo salão (sempre cheio) meio rústico com enormes ventiladores/humidificadores e uma tela de LCD em algum canal esportivo.

Nada de irritantes duplas sertanejas tocando ao vivo ou alguma rádio ruim tocando o dia todo. Um ambiente bem familiar até, onde você é prontamente servido no máximo 5 minutos depois que se sentar. Sim, você é SERVIDO em 5 minutos!

O motivo da rapidez é simples, quando você chega no restaurante, a costela já está pronta. Como assim!? Eu explico. Cada costela fica cerca de 36 horas em um forno especial assando no bafo para que toda a sua gordura transpire e escorra, fazendo com que, segundo o sócio Allan Della Bella, a carne perca cerca de 60% do seu peso e fique extremamente macia e saborosa. Em seguida, ela passa para outro forno semelhante, só que no próprio salão onde é servida, para que conserve o calor a cada corte.

Um lugar para quem gosta de comer muito... e bem!

Um lugar para quem gosta de comer muito... e bem!

Na mesa, a costela é servida em um richô de ferro, mas não para por ai. A casa ainda serve como acompanhamento uma deliciosa linguiça de lombo caseira além de outros 11 pratos (farofa, vinagrete, alface, beterraba, maionese, arroz, feijão, feijão tropeiro, couve, polenta frita e banana à milanesa). Tudo isso à vontade pela módica bagatela de R$23,00 por pessoa.

O restaurante tem também uma segunda unidade localizada em Embu das Artes, na Rua Elias Yazbek, 2810, ao lado do antigo Caipirão, à 5 minutos da famosa feira de artesanato de Embu.

Já está com água na boca!? Então vá correndo experimentar!

Churrasco de cebola

Todo bom churrasqueiro sabe como assar uma cebola. É aquela velha história, embrulha no papel alumínio e coloca no carvão em brasa por alguns minutos…

Ai vai uma dica para encrementar esse ótimo acompanhamento para churrascos. Corte a cebola com casca verticalmente ao meio e depois ao meio novamente, em cruz, formando 4 gomos. Se possível, quando fizer o corte, não vá até o final, assim a cebola se abre como uma flor mas não desmonta. Coloque um tablete da manteiga da sua preferência e um ramo de alecrim fresco. Feche a cebola e embrulhe com 2 camadas de papel alumínio. Pronto, agora é só assar.

Esta mesma dica serve para batatas e outros legumes diversos. Quanto a cebola, dê preferência às roxas pois possuem muito mais sabor!

Gravlax à Nigella

Requinte e softicação envolvem esse prato saborosíssimo que pode substituir facilmente o caro “salmão defumado”.

Um toque nórdico para sua mesa

Gravlax, um toque da cozinha nórdica para a sua mesa

Durante a Idade Média o gravlax surgiu dos pescadores que salgaram os salmões e os fermentaram um pouco enterrando-os na areia pouco acima da linha do mar. A palavra gravlax, (gravad lax em suiço, gravad laks em dinamarquês, gravlaks em norueguês, graavilohi em finlandês ou graflax em islandês), vem do escaninavo “grav” que significa “cova” ou “furo no solo” e “lax” (ou laks), que significa “salmão”. Desta forma, o gravlax é o salmão enterrado no chão.

No entanto, para fazer essa receita você não precisa sair por ai enterrando peixes num tanque de areia em seu quintal. Ao contrário do que pode parecer esta é uma receita quase infantil de tão simples e relativamente barata se comparada ao seu “primo” o salmão defumado.

Aprendi esta receita assistindo ao programa da Nigella na GNT, que modificou um pouco a receita tradicional, dando um sabor especial para o peixe.

Para fazer este prato, prepare tudo com 3 dias de antecedência, pois o peixe demora a ser curado.

Voce vai precisar de:

  • 1 lombo de salmão com pele (de 1kg mais ou menos)
  • 4 colheres de sopa cheias de açucar
  • 4 colheres de sopa cheias de sal grosso
  • 4 colheres de sopa de mostarda amarela (use uma boa marca, de preferência inglesa)
  • 2 colheres de sopa de gim
  • Dill (também conhecido como endro) – o suficiente para cobrir todo o lombo de salmão

Começe retirando todas as espinhas do lombo de salmão. Passe o dedo pela carne do peixe e quando sentir uma, use os dedos ou uma pinça própria para retirar.

Em um pote, misture a mostarda, o sal grosso, o açucar e por fim o gim, até que a calda fique bem uniforme. Passe a mistura por toda a carne do salmão (do lado contrário ao da pele =P). Em seguida, cubra o peixe com o dill e por fim acomóde-o em uma travessa com a pele para cima. Com um filme plástico, cubra a travessa deixando bastante folga de forma que o plástico encoste na pele do peixe.

Use algo pesado para prensar o salmão contra o fundo da travessa. Eu costumo usar umas duas ou três garrafas pet cheias de água. Coloque a travessa com os “pesos” na geladeira e deixe que o salmão fique curando por 3 dias.

Para servir, limpe o salmão retirando o dill e o excesso de calda. Utilize uma faca bem afiada (pode ser uma faca de sushi ou de churrasco mesmo) para cortar finas fatias de carpaccio do peixe. Acomode tudo em uma travessa e sirva acompanhado de quadradinhos de pão de forma sem casca, regando o canapé com gotas de limão.

O Gravlax fica muito bom se servido acompanhado de um bom molho de mel e mostarda. Para fazê-lo, misture em um pote 2 colheres de sopa de mostarda (a mesma utilizada no salmão), 1 colher de sopa de mel, 1 colher de café de dill picado, uma pitada de pimenta branca e o suco de 1 limão.

Bom apetite!

Um Mambembe às avessas…

Se Chico dizia mambembe para o roto cigano que seguia alegre cantando, este bar definitivamente se assemelha apenas na animada musicalidade do ambiente.

Todo decorado com “frases de boteco” e capas de discos clássicos de rock e mpb, o Mambembe fica no bairro da Lapa,  na rua Albion, quase na esquina com a rua Domingos Rodrigues, pertinho da famigerada rua 12 de Outubro.

Um verdadeiro oásis para aqueles que pensam existirem na Lapa apenas botecos sujos com a comida passada nas vitrines dos balcões. Apesar de possuir uma variedade comum de cervejas (brahma, skol, original, bohemia e serra malte), o bar conta com uma excelente cachaça de alambique (fora as habituais sagatibas e cia), além de drinks criativos como o Garapashnaya, um mix de caldo de cana, limão e vodka.

O cardápio no entanto, surpreende nos quitutes. A Ruffus Cheddar, uma porção feita com batatas chips coberta com queijo cheddar e bacon vale cada minuto de espera. Para quem gosta de canapés, a especialidade do bar é o canapé mambembe (que também pode ser pedido como lanche), uma porção muito bem servida com a base de pão de forma coberta com um exagerado centímetro de queijo gorgonzola e azeitonas, enfeitado com uma singela fatia de salame italiano; a pedida perfeita para ser apreciada com uma cerveja mais saborosa, como as “antarticas” Original e Serra Malte.

Outra novidade do bar é a “Terça do Vinil”. Todas as terças-feiras a magestosa coleção de vinís do proprietário Amaury, fica à disposição dos fregueses que fazem fila para tocar um lado inteiro de obras primas da mpb e do classic rock.

O bar abre de segunda à sábado das 16h até o último freguês (que nos sábados costuma ser eu mesmo, lá pelas 3h da matina…). Um boteco com requinte de “Vila Madalena” bem no coração da Lapa.

Um giro pela gastronomia comum de São Paulo

Quer saber onde comer a melhor massa? Onde beber uma cerveja tcheca sem igual? Onde levar a namorada ou onde curtir um happy hour com os amigos? Veio ao lugar certo!

Depois de tantas sugestões de amigos que já estavam cansados dos meus conselhos gastronômicos, resolvi finalmente criar um blog. Aqui você vai encontrar resenhas de bares, restaurantes, botecos e até kombis que servem hot dog na frente de faculdades. Dicas e curiosidades culinárias, além de receitas rápidas e práticas.

Tudo de maneira objetiva e descomplicada. Nada de pratos ultra sofisticados e restaurantes caríssimos. A partir de agora, este será o seu guia para comer bem em São Paulo!

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